O Sporting de Braga assegurou o acesso à Liga dos Campeões após vencer a formação da Capital do Móvel por uma bola a zero, golo apontado por Meyong.
Foram cerca de 22000 irredutíveis que se deslocaram ao Estádio AXA e viram os Gverreiros do Minho jogar pelo última vez em reduto caseiro. Beneficiando da derrota do mais directo adversário, este triunfo revelou-se ainda mais significante por possibilitar a ascensão ao primeiro posto da tabela classificativa - o que ainda é matematicamente possível.
Foi sem dúvida o jogo do "mata-mata". O Braga precisava obrigatoriamente de vencer para pelo menos assegurar a segunda posição. Tal feito foi atingido e já está registado na nossa e na história do futebol Português, como a classificação e pontuação assinalável, e a luta pelo título na última jornada do campeonato. É inédito, é impróprio para cardíacos, mas possibilita que todos os Bracarenses continuem a sonhar.
Durante o desenrolar do encontro veio a comprovar-se que iria ser mais um jogo de garra, coragem e espírito, do que um jogo de qualidade e de encher o olho aos treinadores de bancada e aos habituais críticos Portugueses (vocês sabem quem são!). Por isso, venceu quem batalhou mais, quem dispôs de mais oportunidades de golo, quem viu um golo seu ser mal anulado e quem mais fez para merecer os 3 preciosos pontos.
A "guerra" desta temporada dá-se por concluída já com a batalha final com destino na ilha da Madeira. Independentemente do título ser ou não uma realidade, já estão mais do que reunidas as condições para elevar esta formação a campeã, quer pela sua entrega, dedicação, garra, quer pelo orgulho e convicção com que defendem o magnífico emblema que ostentam no peito.
Quando o "país" tinha os olhos postos no nosso jogo e se preparava para começar os preparativos da festa, o Sporting de Braga virou-lhe as costas e mostrou que, enquanto for matematicamente possível, ainda está na luta.
Foi então, mais uma chapada de luva branca desta colectividade a todos os que ansiavam desesperadamente que o Braga escorrega-se (desde o início da temporada) e entregasse o título de bandeja.
Mas não. Conscientes das dificuldades e possíveis acidentes de percurso, os pupilos de Domingos Paciência uniram-se em torno de um objectivo e concretizaram-o, com classe, maturidade e grande demonstração de qualidade. Ficou provado que não é preciso futebol de encher o olho para garantir os 3 pontos, mas sim espírito de união, companheirismo e amor à camisola. Mas quando o colectivo tem uma qualidade inegável e o demonstra dentro das 4 linhas, é como juntar o útil ao agradável, indiscutivelmente.
A equipa jogou e fez jogar. Ao intervalo já vencíamos por duas bolas a zero e tudo fazia crer que o desfecho final iria ser favorável para as nossas hostes. O resultado duplicou (bis de Luís Aguiar, Matheus e Paulão) e proporcionou nas bancadas um verdadeiro clima de festa que durou noite adentro na Figueira da Foz e em Braga.
Os jogadores sentiram e reconheceram o apoio com uma volta em redor de um Estádio repleto de indefectíveis Braguistas.
Foi mais uma das muitas deslocações que ficarão registadas nos pasquins da nossa história. Mais uma onde esteve patente um sentimento recíproco e inigualável... fazer de cada jogo o mais importante das nossas vidas. A época aproximasse do final, mas a abordagem que podemos fazer, num cômputo geral, é bastante positiva. É de salutar o espírito de união, entrega, camaradagem e todos os valores/ensinamentos que fomos adquirindo desde a nossa fundação terem sido postos em prática, e, mais importante ainda, não permitindo que ninguém, envergando ou não farda, os desrespeitasse.A Direcção dos Ultras Red Boys Braga vêm por este meio informar, que já é possível efectuar a reserva para a transferta à Figueira da Foz, Domingo pelas 18 horas.
Prepara-te, mentaliza-te e guarda a voz para mais uma árdua batalha dos Gverreiros do Minho.
À medida que o calendário avança não se podem esperar brilhantismos nem exibições de encher o olho, mas sim um espírito de união e companheirismo capaz de quebrar barreiras aparentemente inquebráveis. E é assim que se continua a escrever nos pasquins do historial Bracarense os momentos mais felizes, primordiais e inatingíveis por qualquer outra formação que envergou o símbolo do Sporting Clube de Braga ao peito. Esta época, está a assimilar-se o culminar de um trabalho árduo, consistente e sustentado protagonizado pelo António Salvador, atletas, treinadores e essencialmente pela massa associativa que tem dado provas mais do que suficientes da sua irredutibilidade, lealdade e fidelidade.
Nas bancadas compareceram cerca de 15 mil espectadores que se manifestaram, elogiaram, suspiraram, apuparam, mas fizeram a festa à moda Minhota e ovacionaram ensurdecedoramente os Gverreiros do Minho após o apito final do juiz da partida.
Desde cedo o Braga investiu no jogo e colheu frutos. Aos 6 minutos, Alan concretizou com uma soberba chapelada ao guarda-redes Leixonense, após um excelente passe de desmarcação do Andrés Madrid, levando ao rubro as bancadas que aos poucos e poucos ainda se estavam a compor. Mas não ficou por aí. Alan viria a marcar o 2º tento ainda na 1ª parte, desmistificando as dúvidas que muita gente pelo Burgo fora impõe sobre a veracidade da sua qualidade.
Na segunda parte o jogo esmoreceu mas ainda houve tempo para mais 2 golos - um para cada lado. O Leixões reduziu após uma saída em falso do Eduardo e o Moisés ampliou a vantagem (com mais um grande golo), colocando assim justiça no marcador final e sacudindo a pressão do capote para o actual 1º classificado.
