Naval 1º de Maio 0 - 4 SCBraga (Crónica)
Quando o "país" tinha os olhos postos no nosso jogo e se preparava para começar os preparativos da festa, o Sporting de Braga virou-lhe as costas e mostrou que, enquanto for matematicamente possível, ainda está na luta. Foi então, mais uma chapada de luva branca desta colectividade a todos os que ansiavam desesperadamente que o Braga escorrega-se (desde o início da temporada) e entregasse o título de bandeja. Mas não. Conscientes das dificuldades e possíveis acidentes de percurso, os pupilos de Domingos Paciência uniram-se em torno de um objectivo e concretizaram-o, com classe, maturidade e grande demonstração de qualidade. Ficou provado que não é preciso futebol de encher o olho para garantir os 3 pontos, mas sim espírito de união, companheirismo e amor à camisola. Mas quando o colectivo tem uma qualidade inegável e o demonstra dentro das 4 linhas, é como juntar o útil ao agradável, indiscutivelmente. A equipa jogou e fez jogar. Ao intervalo já vencíamos por duas bolas a zero e tudo fazia crer que o desfecho final iria ser favorável para as nossas hostes. O resultado duplicou (bis de Luís Aguiar, Matheus e Paulão) e proporcionou nas bancadas um verdadeiro clima de festa que durou noite adentro na Figueira da Foz e em Braga. Os jogadores sentiram e reconheceram o apoio com uma volta em redor de um Estádio repleto de indefectíveis Braguistas. Foi mais uma das muitas deslocações que ficarão registadas nos pasquins da nossa história. Mais uma onde esteve patente um sentimento recíproco e inigualável... fazer de cada jogo o mais importante das nossas vidas. A época aproximasse do final, mas a abordagem que podemos fazer, num cômputo geral, é bastante positiva. É de salutar o espírito de união, entrega, camaradagem e todos os valores/ensinamentos que fomos adquirindo desde a nossa fundação terem sido postos em prática, e, mais importante ainda, não permitindo que ninguém, envergando ou não farda, os desrespeitasse.
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